#DoMeuEstiloCuidoEu

O post está nascendo por motivos de: saco cheio. Moro em um município, Canoas, (e um bairro) onde as pessoas importam-se demais com a vida alheia e, principalmente, com a roupa alheia. É aí que nasce o problema, pois sempre fui do tipo “da minha vida cuido eu” e não gasto tempo com a vida alheia, muito menos com a indumentária alheia. Por isso hoje levanto a hashtag #DoMeuEstiloCuidoEu.

Imagine-se numa parada de ônibus às oito horas da manhã, vestido para ir ao trabalho, com um look que te agrada e te faz sentir elegante e confortável. Então passam carros com pessoas que te olham como se estivessem vendo um alienígena e alguns até gritam bobagens e desaforos como se fosse realmente feio tu ser apenas quem tu és. Me levanto a pergunta: A sociedade tem que se adaptar a diversidade ou a diversidade tem que se adaptar a sociedade?

Deixo aqui apenas mais um post reflexivo sobre o momento atual. E como aqui é o meu espaço, aqui levanto a bandeira, e o direito, de me vestir como bem entendo e como melhor me sinto. Afinal #DoMeuEstiloCuidoEu

Abaixo um look de parar o trânsito, não no bom sentido (infelizmente), só não sei se é por ser andrógino ou apenas fashionista demais para gente de mentalidade pequena e estilo ultrapassado.
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3 comentários sobre “#DoMeuEstiloCuidoEu

  1. Cara, esse tema é bem interessante. Sou nascido em SP-Capital, e lá sempre tive uma “certa” liberdade no meu modo de vestir. Isso porque geralmente a gente começa a se preocupar com a maneira de se vestir normalmente na adolescência, e a minha adolescência foi a, pelo menos, 25 anos (tenho 37 anos). Com 21 anos – no começo dos anos 2000 – fiz minha primeira viagem internacional – fui pra Londres e Paris. Em Londres, encontrei uma liberdade absoluta de expressão, principalmente nas roupas, cabelos, pele. Em Paris, um cuidado, uma exuberância do clássico. Aquilo tudo me encantou tanto, me mudou tanto! Fiquei por aquelas bandas por um mês inteiro. Ao voltar ao Brasil, foi um verdadeiro choque – eu não me adaptaria nunca mais àquela realidade que sempre foi minha. Comecei a mudar, a querer viver aquela liberdade que vivi tão pouco em Londres, aquela beleza e cuidado que vivi em Paris, mas agora no suburbio de SP, e os “manos” não deixaram barato. Os anos passaram e tudo foi mudando, coisas “de viado”, foram incorporadas à moda dos mesmos manos que zoavam, que começaram a ver que uma simples calça colorida mais ajustada não eram motivo para agressão gratuita. Em 2006 vim morar em Piracicaba (interior de SP), e tudo voltou à estaca ZERO. “Ah, aquele cara estranho de SP, com roupas ridículas”. E aqui o preconceito é muito maior do que na Capital. Graças a Deus, agora em 2015 muita coisa já mudou por aqui, e tenho até muitos amigos que me pedem conselhos de como se vestir, seguem meu blog e até se inspiram nas minhas postagens. Cara, te digo uma coisa: não deixa de ser quem você é. Tudo isso passa, e quem fez a diferença sempre vai ser lembrado.

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