Ela pode ser a mais nova sensação entre os jovens amantes de história, política, feminismo, direitos humanos e moda, claro. Ao menos entre os meus conhecidos e amigos mais hypes de facebook ela já é celebridade da web do momento. Patrícia Camburão é adorada, por ter personalidade forte, ser engraçada e, consequentemente, educadora, tanto que tem nos ensinado preciosas lições dos assuntos citados em sua página e enche nossos olhos com seus belos looks em fotos ma-ra-vi-lho-sas.

Patrícia lutando contra o golpe em Brasília.

“Cara, a Patrícia simplesmente surgiu, junto com algumas amigas aqui na minha sala de trabalho e eu postei uma foto brincando que tinha achado uma nova ‘estagiária’. Ela fez sucesso na hora. A medida em que eu ia postando mais fotos dela fazendo coisas e falando sobre história, as pessoas começaram a curtir ainda mais e pediram pra eu fazer uma página. A Patrícia também, quando soube da fama, exigiu que eu fizesse a página pra ela. Então eu cedi à aclamação popular. Afinal, Patrícia tem opiniões bem fortes não apenas sobre história, mas sobre política, feminismo e direitos humanos. Achei importante que as pessoas ouvissem o que ela tem a dizer (as vezes ela fala o que eu não posso).” conta o criador, Odir Fontoura (meu amigo dos tempos de orkut), professor de história e história da educação no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRS) na cidade de Caxias do Sul. O professor também é doutorando na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e abriu uma brechinha em sua agenda e na corridíssima agenda de sua estagiária, Paty Camburão (minha quase bff já) para nossa entrevista.

Making of da nossa entrevista na sala de trabalho do professor Odir Fontoura.

Sem mais delongas, vamos à entrevista que fiz com essa Diva.
Quase Hype (Q.H.) – Quando surgiu teu interesse por moda, pois tu és super fashionista?

Patrícia Camburão (P.C.) – Amor, eu sempre gostei muito de me vestir bem. Acho que a roupa diz muito, sabe? Então eu me visto também para me expressar. Uma vez um dos nossos alunos perguntou se estava usando um vestido pra chamar a atenção dos boys. Jura que eu vou me vestir pra boy, né more? (risos). Me visto pra mim mesma, porque é uma forma de expressão.

Q.H. – Quando começou teu estágio com o professor Odir e como é ser estagiária dele?

P.C. – Meu estágio com o professor Odir começou há poucos meses. Ele me convidou (implorou, na verdade) e eu disse que tinha muitas ocupações, muitos trabalhos, como vocês sabem eu viajo muito. Então depois dele muito insistir, muito me ligar, mandar e-mails (tive até que bloqueá-lo no whatsapp um dia) eu acabei aceitando. Eu adoro trabalhar com educação e eu amo história.

Patrícia no campus do IFRS em Caxias do Sul.

Q.H.- Qual tua viagem favorita e o que aprendeste de história nessa trip?

P.C. – Minha viagem favorita foi pra Grécia. Você sabe, né? Um dos berços da civilização ocidental. Um dos lugares que eu mais gostei foi Miconos, uma das ilhas cujo nome foi dado em homenagem a um dos filhos de Apolo, deus das artes, do sol e da beleza. Também gostei de visitar Corinto, fiz algumas pesquisas sobre o antigo teatro de lá. Todo lugar tem sua história, então essa é a primeira coisa que eu vou descobrir de cada lugar que eu vou: o que aquele espaço tem de novo pra me mostrar?

Patrícia no Coliseu, em Roma.
Patrícia em Miconos (Grécia).

Q.H. – O que mudou na tua vida desde que te tornou uma belebridade da web? O professor Odir incomoda por ter mais fama que ele?

P.C. – Com certeza o Odir é muito invejoso pela minha fama. Algumas vezes ele diz que não trabalho, mas os alunos me adoram e as vezes vem desabafar comigo pra dizer que ele é muito exigente. Parece que pelo menos uma prova por trimestre ele dá individual, sem consulta e com questões dissertativas, acredita? Acho um horror. Mas enfim. Minha vida continua maravilhosa e amo o meu trabalho, amo os alunos do IF, até o Odir as vezes quando ele me traz café, e é simplesmente fantástico trabalhar em um lugar que (por enquanto) ainda é gratuito e de qualidade.

Você sabia que o nível de desempenho dos Institutos Federais no Brasil é superior ao das escolas particulares do país? E até mesmo passa de certos países desenvolvidos. Trabalhar aqui é muito legal porque é uma ponta de esperança pra todo mundo: a educação tem salvação, só é preciso boa vontade e investimento dos nossos governantes. Agora cabe a gente defender isso para que não acabe.

Patrícia e asamigas: Tiffany, estagiária do André, Zahara e Kit, estagiário do Vander (ele é trans).
Todas as estagiárias do campus na luta contra o machismo.
Patrícia na balada. “Na balada a gente respeita todo mundo: os mano, as mina e as mona”.

Para acompanhar as postagens dessa estagiária celebridade incrível:
facebook.com/patriciacamburao/

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